NASA testa asa de avião que muda de formato

Asas metamórficas

A NASA apresentou resultados do seu Projeto Aviação Verde, que pretende desenvolver tecnologias para tornar os aviões do futuro mais silenciosos e mais econômicos em termos de consumo de combustível.

Os resultados envolveram os primeiros testes reais de uma asa cuja superfície pode mudar de forma durante o voo de forma contínua, sem peças separadas – uma asa metamórfica.

Os engenheiros substituíram os flaps de alumínio convencionais por uma montagem avançada que forma uma superfície dobrável sem emendas, chamada ACTE (Adaptive Compliant Trailing Edge, bordo de fuga adaptativo, em tradução livre).

Os ensaios de voo servirão para determinar se as asas metamórficas são realmente uma abordagem viável para melhorar a eficiência aerodinâmica e reduzir o ruído gerado durante pousos e decolagens.

A agência espacial alemã já vem realizando testes com asas morfológicas que alteram sua parte anterior, os chamados slats. Engenheiros chineses estão trabalhando em uma asa totalmente ativa, mas que ainda não foi testada em voo.

Teste de posições

Durante o voo de estreia da tecnologia, as superfícies flexíveis experimentais foram travadas em uma posição específica.

Configurações diferentes serão empregadas nos voos subsequentes para coletar uma variedade de dados que demonstrem a capacidade das asas flexíveis para suportar um ambiente de voo real. Só então serão realizados testes em que a asa mudará de formato durante as diversas etapas do voo.

“Nós progredimos partindo de uma ideia inovadora, amadurecemos o conceito por meio de vários projetos e testes em túnel de vento, até chegarmos a uma demonstração final que deverá provar à indústria aeroespacial que esta tecnologia está pronta para melhorar drasticamente a eficiência das aeronaves”, disse o engenheiro Pete Flick, um dos responsáveis pelos testes.

Uma das vantagens da abordagem utilizada é a possibilidade de sua aplicação nos aviões atuais, que poderão ser modernizados caso a tecnologia se mostre vantajosa e seja aprovada pelas autoridades responsáveis.

Asas metamórficas que melhoram a eficiência aerodinâmica e reduzem o ruído gerado durante pousos e decolagens.

Durante o taxiamento, o novo flap adaptativo é estendido com uma deflexão de 20 graus. Os resultados dos voos de teste mostrarão se o design sem emendas com os materiais leves avançados poderão reduzir o peso estrutural da asa, melhorar a economia de combustível e reduzir os impactos ambientais.[Imagem: NASA/Ken Ulbrich]

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nasa-testa-asa-aviao-muda-formato&id=010170141110

Metro cúbico mais frio do Universo vai desvendar antimatéria

jk1

Frio universal

Enquanto a NASA se prepara para criar a matéria mais fria do universo dentro da Estação Espacial Internacional, em um laboratório subterrâneo na Itália, uma equipe internacional de cientistas já criou o metro cúbico mais frio de que se tem notícia.

A câmara, aproximadamente do tamanho de uma geladeira, atingiu 6 milliKelvin, ou -273,144º C.

O teste é uma preparação para um estudo inédito sobre os neutrinos, partículas um tanto fantasmagóricas que podem ser a chave para a existência da matéria, esta matéria de que somos feitos.

A colaboração responsável pela refrigeração recorde é chamada CUORE (Cryogenic Underground Observatory for Rare Events, ou Observatório Criogênico para Eventos Raros). A colaboração CUORE é formada por 157 físicos da Itália, China, EUA, Espanha e França, e está trabalhando nas instalações subterrâneas do Laboratório Gran Sasso, na Itália.

“Nós estamos construindo este experimento há quase dez anos,” conta Yury Kolomensky, da Universidade da Califórnia em Berkeley. “Esta é uma tremenda façanha de criogenia. Nós superamos a meta dos 10 milliKelvin. Nada tão grande no Universo jamais foi tão frio.”

A alegação de que nenhum outro objeto de tamanho e temperatura semelhantes – seja natural ou feito pelo homem – existe no Universo foi detalhado em um artigo recente de autoria de Jonathan Ouellet, ainda não aceito para publicação.

jk2

Neutrinos, matéria e antimatéria

A fim de atingir temperatura tão baixas, a equipe usou um design de multicâmaras parecidas com bonecas russas: seis câmaras no total, cada uma ficando progressivamente menor e mais fria.

O objetivo final para esse metro cúbico mais frio do Universo é abrigar um novo detector ultrassensível.

O objetivo da colaboração CUORE é observar um processo hipotético muito raro, chamado “decaimento beta duplo sem neutrino”. Se esse processo realmente existir e puder ser detectado, ele poderá permitir que os físicos demonstrem pela primeira vez que os neutrinos são suas próprias antipartículas.

Isto ofereceria uma possível explicação para a abundância da matéria em relação à antimatéria no nosso Universo. Em outras palavras, por que as galáxias, estrelas, planetas – e pessoas – existem, não tendo sido aniquiladas pela antimatéria desde o início do Universo, quando ambas – matéria e antimatéria – presumidamente teriam sido produzidas em quantidades idênticas.

Para detectar o decaimento beta duplo sem neutrino, a equipe está usando um detector composto por 19 torres independentes de cristais de dióxido de telúrio (TeO2) – cada torre é formada por 52 cristais, cada um pouco menor do que um cubo mágico.

A equipe espera poder detectar sinais do processo radioativo raro dentro destes cristais em forma de cubo, uma vez que o fenômeno produziria um aumento de temperatura ínfimo, que poderá ser captado por sensores altamente sensíveis à temperatura.

 

 

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/

Semana de Engenharia Elétrica 2014

Na Semana do dia 20-24 de outubro ocorreu a terceira versão da ” Semana de Engenharia Elétrica ” ( SEEL) da Universidade Federal do Ceará.

Com a participação de 150 alunos e com  15 minicursos 3 palestras além do desafio tecnológico (DTec), uma olimpíada de circuitos e mais, o evento foi um sucesso!
Alunos de diferentes instituições vieram prestigiar o evento que desde março deste ano é planejado. Os organizadores informaram que foi um trabalho árduo para atender as expectativas de um público que nas últimas edições tem, cada vez mais, participado do evento deixando-os contentes com os resultados e ansiosos para a próxima edição do mesmo.

Minicursos como Arduíno, Redes Neurais e MATLAB são exemplos de trabalhos com plataformas, teorias não estudadas na universidade e até complementação de algo que já é visto e tudo estudado da melhor maneira para ser passado a alunos do primeiro ao último ano de curso, os outros 13 cursos também contaram com massiva participação com no total 10 dos 15 ofertados esgotados.
Além disso, o momento máximo do evento contou com uma mesa redonda discutindo a situação da matriz energética do país e o caso “Belo Monte”. Mais de 200 pessoas foram contadas no evento, em seu meio professores e alunos de outros cursos, a fim de ouvir profissionais de diferentes áreas ( Geografia, Ambiental e  Engenharia) discutindo o assunto. “A mesa é uma iniciativa ótima, uma oportunidade de mostrarmos aos alunos e discutirmos com profissionais de outras áreas assuntos tão sérios, uma oportunidade de levar uma realidade técnica para muitos que se contentam com o que escutam na televisão” – palavras de um dos organizadores do evento.

A semana infelizmente terminou, mas muitos já estão à espera de quem sabe um “bis” em semestre ímpar também, afinal muitos minicursos tinham choque de horário e para parte considerável de inscritos boas coisas devem acontecer mais vezes.

Mais informações: http://www.seel.ufc.br

IMG_0425

Alunos na abertura da mesa redonda SEEL 2014

Logo

Prêmio Nobel para criadores de novo tipo de LED.

Fala galera do bem! Essa semana estamos trazendo a notícia sobre um novo tipo de LED criado, rendendo o prêmio de física a este grupo  japoneses! A reportagem completa segue abaixo.

 

O Prêmio Nobel de Física de 2014 foi concedido a três pesquisadores japoneses pelo desenvolvimento do LED de cor azul e sua posterior junção com outras cores para criação dos LEDs brancos.

Isamu Akasaki, nascido em 1929, é professor da Universidade Meijo, em Nagoya. Hiroshi Amano, nascido em 1960, é professor da Universidade de Nagoya. E Shuji Nakamaura, nascido em 1954, é atualmente professor da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos Estados Unidos.

Os LEDs (Light-Emitting Diodes – diodos emissores de luz) são as luzes de estado sólido que começaram como sinalizadores em aparelhos eletrônicos e agora estão se disseminando nas aplicações de iluminação em geral.

Para essa disseminação, a invenção do LED azul foi crucial, uma vez que esse comprimento de onda é necessário para produzir a luz branca necessária para a iluminação de ambientes, o que é feito juntando-o com os mais tradicionais LEDs de cor verde e vermelha.

Funcionamento do LED

Foram quase 30 anos de pesquisas, na academia e na indústria, em busca da criação de um LED que emitisse cor azul – os primeiros LEDs foram criados em 1907, os LEDs vermelhos e verdes nasceram na década de 1960, e os três pesquisadores agora premiados pelo Nobel apresentaram seu primeiro LED azul em 1992.

Prêmio Nobel de Física 2014 vai para criadores do LED azul

Como cada LED propriamente dito tem o tamanho de um grão de areia, é fácil juntar vários deles para emitir luz branca ou outras combinações de cores. [Imagem: Johan Jamestad/RSAS]

Um LED típico é formado por várias camadas de materiais semicondutores. A eletricidade injeta elétrons nas camadas de tipo n (negativo) e lacunas nas camadas de tipo p (positivo), dirigindo-os para a camada de material ativo, onde as cargas se recombinam e emitem luz.

A cor, ou comprimento de onda da luz emitida, depende do material semicondutor usado na camada ativa.

Os três pesquisadores japoneses tiveram sucesso construindo diversas camadas do semicondutor nitreto de gálio (GaN) misturado com índio (In) e alumínio (Al).

Iluminação de estado sólido

Desde então, os LEDs brancos têm sido constantemente aperfeiçoados, ficando cada vez mais eficientes, com maior fluxo luminoso (medido em lúmens) por unidade de potência elétrica consumida (medida em watts).

O recorde mais recente é de pouco mais de 300 lúmens por watt (lm/W), que pode ser comparado a 16 lm/W das lâmpadas incandescente e perto de 70 lm/W das lâmpadas fluorescentes compactas.

Como estimativas indicam que até um quarto do consumo mundial de eletricidade é usado em iluminação, os LEDs são muito “verdes”. O consumo de materiais também é otimizado, já que os LEDs duram até 100.000 horas, em comparação com 1.000 horas das lâmpadas incandescentes e 10.000 horas das lâmpadas fluorescentes.

 

fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

Projeto Colaborativo Cria Próteses Diferentes para Crianças

As impressoras 3D estão mudando o mundo de um jeito radical e inovador, transformando e customizando o modo como usamos diversos produtos. Entre as infinitas utilidades dessas máquinas, está a possibilidade de criar próteses para pessoas com limitações físicas. O ponto negativo disso é que na maioria das vezes elas saem caro, pois dependem de moldes específicos para a utilidade e forma física do usuário, fazendo com que muitas famílias não possam adquirir tais produtos. No entanto, felizmente existem pessoas generosas e engajadas na causa, como o pessoal da E-Nabling The Future, que está mudando a vida de crianças que precisam de próteses, como o caso do brasileiro Luanderson:

A ONG, através do projeto e-Nable, reúne médicos, designers, engenheiros, voluntários e outros entusiastas da tecnologia 3D que constroem, próteses infanto-juvenis de forma colaborativa. A parte inovadora é a característica customizada dos produtos, que são coloridos ou até mesmo possuem inspirações em heróis. O melhor de tudo é que os produtos não têm nenhum custo para as famílias das crianças.

Achou interessante? Você pode participar da iniciativa de várias maneiras, já que tudo é feito por meio de crowdsourcing. É possível auxiliar na pesquisa e desenvolvimento, fabricação, coordenar operações ou até mesmo ser um porta-voz da ONG. Ou simplesmente dar sua contribuição de dinheiro. As doações podem ser feitas através do site da E-Nabling The Future.

Nokia Bike

Invenção transforma bicicletas em recarregadores de baterias

A finlandesa Nokia mostrou na última quinta-feira um sistema ecologicamente correto de (espera-se) de baixo custo que permite usar energia elétrica gerada por bicicletas para se recarregar as baterias de telefones celulares.

Convenientemente chamado de Nokia Bicycle o invento é um kit  composto por um suporte, conector de bateria e um dínamo, responsável por converter a força das pedaladas em eletricidade.

Mostrado em um evento em Nairóbi, no Quênia, o sistema é “uma excelente solução para locais em que a energia elétrica é limitada”, afirma Alex Lambert, vice-presidente da Nokia. “Com este carregador as pessoas ganham ainda mais liberdade para usarem seus telefones sem preocupação em relação ao nível de bateria. Basta começar a pedalar e pronto”, completa, reforçando o “aspecto social” da criação.

O kit poderá ser instalado em qualquer tipo de bicicleta e deverá chegar às lojas de alguns países até o final do ano. Ainda não existe previsão de preço ou data de desembarque no Brasil.

De acordo com a última edição do ranking Green Electronics Guide da ONGGreenpeace a Nokia é a fabricante de gadgets mais preocupada em respeitar o meio-ambiente em todo mundo, seguida pela Sony, Toshiba e Philips.

É mês das energias renováveis e com post duplo!

 

No intuito de mostrar ao leitor interessado em “ER” opções de futuros empregos, neste post estão os links de algumas das maiores empresas de energias renováveis do país. Mais informações entrem em contato com a página do PET-Elétrica UFC.

Renova Energia – http://www.renovaenergia.com.br/

Wöbben WindPower – http://www.wobben.com.br/

Suzlon – http://www.suzlon.com/

Omega Energia – http://www.omegaenergia.com.br/

Kwara.Energia do Brasil – http://kwara.com.br/pt/inicio

 

Dúvidas ou informações – https://www.facebook.com/PetEletricaUfc

 

Áreas da Engenharia Entra em um novo mês

É com imenso prazer que se trás aos alunos do curso de engenharia elétrica da Universidade Federal do Ceará (UFC) mais um mês do projeto “Áreas da Engenharia”.

Este mês trata do tema energias renováveis e para inicia-lo de maneira diferenciada segue o banner apresentado pelos alunos do curso nas feiras de profissões e  em encontros universitários.

Aproveitem !

Sistemas com Energias Renováveis

 

 

 

Desafio Tecnológico 2014 ( Inscrições prolongadas !!!)

Estão abertas as  inscrições para o II Desafio Tecnológico. O evento ocorrerá concomitante a SEEL que ocorrerá entre os dias 22 e 24 de outubro de 2014.

Esperamos sua presença!

Em anexo o edital da competição. Edital DTec Atualizado


 blog

 

Link Para Inscrição DTec : https://docs.google.com/forms/d/1kpb3U31cjcak7XHoXqP814ZIYHuL-7cRkzOovwVh4gQ/edit

Link Página DTec Facebook: https://www.facebook.com/DTec2014

Link Site PET – Engenharia Elétrica: http://www.peteletrica.ufc.br/